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DIA INTERNACIONAL DA MULHER: REFLEXÕES SOBRE O PODER FEMININO NO BRASIL

08.03.2021
Dia Internacional da Mulher MDS

Neste Dia Internacional da Mulher, a MDS Brasil convida a todos para uma reflexão acerca do profundo significado desta data tão importante em nossa sociedade. Para além das merecidas e necessárias homenagens a todas mulheres neste 08 de março, buscamos relembrar, com enorme respeito e admiração, as conquistas das mulheres que marcaram a história brasileira na luta por igualdade de gênero em nosso país. 

Relembrar a história do poder feminino no Brasil é reconhecer a força dessas personagens que permeiam, ainda hoje, a motivação e o desejo de todas as mulheres que são os alicerces da luta por uma sociedade mais justa e também pelo pelo protagonismo das mulheres na política, nas ciências, nas artes, nos esportes, no mercado de trabalho e na liderança feminina no mundo corporativo 

Para motivar essa reflexão, selecionamos algumas das figuras presentes no livro Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasildas autoras Aryane Cararo e Duda Porto de Souza, lançado pela Editora Seguinte. Esta é uma obra em que o leitor encontra "perfis de revolucionárias de etnias e regiões variadas, que viveram desde o século XVI até a atualidade, e conhece os retratos de cada uma delas, feitos por artistas brasileiras”.  

Conheça algumas das dezenas de mulheres retratadas no livro: 

 

Dandara 

Não há registros oficiais sobre a origem de Dandara, mas ela viveu até 06 de fevereiro de 1684, quando faleceu em União dos Palmares (AL). É considerada a rainha do Quilombo dos Palmares e foi uma guerreira negra, estrategista militar e forjadora de espadas. Apesar do apagamento histórico, sabe-se que ela teve um papel crucial na resistência dos escravizados fugidos aquilombados que resistiram bravamente aos ataques do governo de Pernambuco em Palmares.  

Registros da tradição oral da região reforçados por historiadores contam que Dandara teve três filhos com Zumbi dos Palmares e que, após perdê-los em combate, preferiu se atirar de um penhasco a se render às forças do governo.   

 

Maria Quitéria (1792 - 1853) 

A baiana Maria Quitéria ficou órfã de mãe ainda na infância. Mesmo não alfabetizada, desde jovem montava, manejava armas de fogo e caçava — um comportamento reprovado pela madrasta e pela sociedade da época. Sua valentia a levou a se alistar, contra a vontade do pai, para lutar pelo imperador Pedro I na Guerra da Independência. Foi sua irmã quem a apoiou e lhe emprestou roupas do cunhado para que ela se apresentasse (com os cabelos cortados), às forças armadas como "Soldado Medeiros”.  

O disfarce funcionou e, mesmo após ter sido descoberta, foi aceita pelos soldados na artilharia e sua bravura, inteligência, disciplina e talento com as armas fizeram de Maria Quitéria a primeira mulher-soldado oficial do exército brasileiro.  

Ela liderou também outras  mulheres, tomou trincheiras portuguesas e sagrou uma heroína de guerra, recebida com honrarias pelo próprio Dom Pedro I que a condecorou Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Depois da guerra, retornou à fazendo do pai, casou-se, ficou viúva e viveu até os 61 anos com seu salário de militar. 

 

Nise da Silveira (1905 - 1999) 

A alagoana Nise da Silveira transformou definitivamente o tratamento mental no Brasil e sua contribuição à psiquiatria é mundialmente reconhecida. Foi uma das combatentes dos tratamentos agressivos (lobotomia, eletrochoques) e dedicou sua vida a mostrar o valor terapêutico na humanização dos tratamentos dos transtornos mentais. Ela descobriu a importância da interação entre pacientes e animais e também da terapia ocupacional, menosprezada pelos médicos da época.   


Nise realocou pacientes destinados às tarefas de conservação em terapias em ateliês de pintura e modelagem que, mais tarde, dariam origem ao Museu do Inconsciente. Após o sucesso de suas abordagens terapêuticas, ela foi membro fundadora da Sociedade Internacional da Expressão Psicopatológica, em Paris, além de lançar seis livros. A profissional teve seu legado retratado em filme e recebeu incontáveis premiações nacionais e internacionais.
 

 


Ada Rogato (1910 - 1986)
 

Uma pioneira na igualdade entre gêneros no país, Ada Rogato, nascida em São Paulo, colecionou conquistas e fez história na aviação brasileira do século XX. Mesmo educada nos moldes da época para exercer os "dotes femininos”, frequentando as tradicionais aulas de piano e pintura, o desejo de Ada era ganhar os céus. 


Mesmo após a separação dos pais e ganhando seu sustento com bordados e outros trabalhos artesanais, ela usou suas economias para tirar, ainda em 1935, o primeiro brevê feminino do Brasil. A partir daí ela se tornou: a primeira piloto brasileira a atravessar os Andes, a primeira (entre homens e mulheres) a cruzar a Floresta Amazônica em voo o solitário, sem rádio (apenas com orientação de uma bússola) e deteve brevê número 1 de paraquedismo do Brasil. Aliás, Ada foi a primeira paraquedista das Américas e a primeira mulher a saltar de paraquedas de um helicóptero.
 

 


Indianara Siqueira
 

Moradora da Zona Oeste do Rio De Janeiro, Indianara Siqueira é uma ativista transexual que dedica sua vida à militância política na luta contra o preconceito e pela igualdade de direitos da comunidade LGBTQIA+.  


Suas pautas buscam tornar a cidade mais livre e segura para as minorias através da construção de uma sociedade mais igualitária e alinhada à diversidade. Indianara é a fundadora da Casa Nem, um abrigo destinado ao acolhimento de pessoas LGBTQI+ em situação de vulnerabilidade.
[Quebra da Disposição de Texto][Quebra da Disposição de Texto]Sua vida e sua  trajetória  foram recentemente retratadas no documentário Indianara (2019), e foi o campeão da Competição Latino-Americana da 9ª Mostra Ecofalante de Cinema e também recebeu o grande prêmio de Documentário no festival internacional Chéries-Cheris, na França. 

 

Nièdge Guidon  

Esta brasileira, natural de Jaú (SP), escreveu seu nome na história da ciência moderna. Arqueóloga formada em História Natural pela Universidade de São Paulo (USP) e Doutora em Pré-História pela Universidade de Paris (Sorbonne), Nièdge Guidon foi a responsável pelos achados arqueológicos mais importantes do país, no Parque Nacional da Serra da Capivara  (PI) . Suas descobertas comprovam que o continente americano foi povoado muito antes do que se acreditava. 


Enquanto estudos anteriores postulavam que os primeiros habitantes humanos da América chegaram por aqui há cerca de 15 mil anos atrás, a pesquisa de Niede Guidon encontrou artefatos que apontam para a chegada dos primeiros povos ao continente há 58 mil anos atrás. 
 

Em sua jornada acadêmica e científica, a arqueóloga brasileira coleciona premiações nacionais e internacionais, incluindo o reconhecimento pelo seu importantíssimo trabalho da Fundação Museu do Homem Americano. 


 A luta marcada pelo dia internacional das mulheres é constante 

Os esforços para a concretização das conquistas das mulheres devem transbordar o Dia Internacional das Mulheres, todos os dias e por todos. A busca incansável pela igualdade entre gêneros precisa estar presente em todos os âmbitos – pessoais, sociais, nacionais, internacionais e empresariais.  

MDS Brasil apoia essa luta e é, cada vez mais, uma empresa que conta com mulheres incríveis desde a operação até os cargos de liderança feminina no mundo corporativo. Buscamos sempre dar novos e firmes passos nessa direção, principalmente para mitigar as desigualdades nas relações de trabalho. Neste sentido, estamos caminhando para a inclusão de Negros, Mulheres, Portadores de deficiências físicas e intelectuais, Índios, Idosos e Comunidade LGBTQIA+ no mundo dos negócios. Sabemos da força da diversidade, aplicamos e respeitamos a valorização das diferenças. 

Nosso objetivo é tornar esse conceito parte da cultura da empresa e também iniciar o enriquecimento de ideias acerca da reflexão sobre a diversidade, pois a presença da pluralidade na força de trabalho colabora para que sejam desenvolvidas diversas habilidades, como empatia, compaixão e comunicação. 

A fim de intensificar a nossa cultura inclusiva e diversa e, anunciaremos o primeiro Comitê de Mulheres MDS Brasil. Inovador, o grupo será composto pela liderança Sênior da empresa – Vice-presidente, Diretoras e Superintendentes –  e terá o CEO Brasil, Ariel Couto, como patrono. 

Acompanhe os desdobramentos dessa iniciativa e também as tendências do mercado, notícias, insight em nossas páginas no LinkedIn, Facebook e Instagram  

 

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