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EMPODERAMENTO FEMININO: UM PROPÓSITO SOCIAL E PROFISSIONAL QUE TRANSCENDE O MÊS DA MULHER

31.03.2021
Mês da Mulher AMMS

Lembrado anualmente em 8 de março, o Dia da Mulher é muito mais do que uma data comemorativa. É também um dia político e social universalmente marcado por lutas femininas em prol da igualdade. 

Oficializada pela ONU em 1975, a data se estendepara todo o mês de março que, por sua vez, ficou mundialmente conhecido como um período oportuno para iniciativas de equidade de gênero. Mesmo assim, ainda é preciso destacar um fato um tanto quanto óbvio: as batalhas inerentes à visibilidade feminina não precisam e nem devem se encerrar juntamente com o fim do Mês da Mulher. 

A fim de intensificar a conscientização sobre o empoderamento feminino e a atuação da mulher no mercado de trabalho e na sociedade como um todo, a MDS Brasil entrevistou Camila Davoglioque é Head Underwriting Center Brazil na Swiss Re Corporate Solutions e também Vice-presidente da AMMS - Associação das Mulheres do Mercado de Seguros.  

Confira: 

1. Marcar presença feminina no mercado de seguros e corretagem pode ser bastante desafiador. Conforme dito pelo nosso CEO Brasil, Ariel Couto, "o mercado segurador nem sempre foi um exemplo em termos de igualdade de gênero e diversidade. No entanto, o setor tem evoluído cada vez mais". Em sua opinião, o que tornava esse segmento predominantemente masculino e quais os acontecimentos que têm contribuído para que este cenário mude aos poucos? 

R: O mercado de trabalho em geral era predominantemente masculino e, como aconteceu em todos os setores, a mulher começou a se emancipar e se inserir no mercado. Nos últimos anos, as mulheres têm investido fortemente em educação, capacitação e especialização e, como consequência, estão se tornando mais numerosas e conquistando posições de destaque. A força das mulheres e a qualidade técnica que possuem são os grandes aspectos que contribuem para a mudança do cenário. Ao mesmo tempo, as empresas estão mais abertas a discutir a equidade de gênero e inclusão da mulher, isso faz com que o cenário vá mudando. 



2. O ano de 2020 foi um dos mais severos para a população feminina brasileira em termos de desemprego: de acordo com um 
levantamento do Ipea, por conta da pandemia, a participação das mulheres no mercado de trabalho é a menor em 30 anos, e a taxa de empregabilidade caiu 7 pontos percentuais entre abril e junho. Parte desse recuo ocorreu pela diminuição da remuneração vinda de empregos informais, e também devido à sobrecarga de atividades vistas como inerentes à figura feminina (cuidar da casa, dos filhos, etc.). Na sua visão, de que forma o mercado empregador e a sociedade como um todo 

podem contribuir para reverter esse quadro de estagnação profissional que, embora preexistente, se agravou com a chegada da covid-19? 

 

R: As mulheres, em sua criação, são formadas para exercer as atividades inerentes à figura feminina. Essa formação faz com que as mulheres acabem se comportando nos moldes deste arquétipo, ou seja, se expondo se autopromovendo menos. Com os efeitos da pandemia, o esgotamento provocado pelo excesso de atividades pode comprometer a concentração e a performance da mulher.  Além de tudo isso, temos o viés inconsciente dos gestores e chefia da empresa. Para quebrar esse ciclo e reverter o quadro, a empresa pode criar um programa interno para a promoção de mulheres, que pode passar por:  

  • Mapear as mulheres classificadas como talento; 
  • Estabelecer programas de mentoria;  
  • Implementar iniciativas de desenvolvimento de liderança feminina;  
  • DeterminaKPIs e monitorá-los constantemente. 


3. O 
3º Estudo sobre as Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil, publicado pela Escola Nacional de Seguros, perguntou como as entrevistadas enxergam a situação da mulher no setor de Seguros em comparação com os três anos anteriores. Conforme o levantamento, 60% das entrevistadas disseram acreditar que essa situação está Melhor ou Muito Melhor. Você concorda com essa visão? Quais as principais mudanças que você enxerga no nosso setor em comparação com três anos atrás? 

 

R: O mercado segurador tem se tornado um ambiente mais acolhedor para as mulheres, também notamos melhoras no ambiente de trabalho com a promoção de mais diálogo e transferência de conhecimentoA AMMS, por princípio, nasceu e existe para criar um ambiente de formação e empoderamento para as mulheres. Estamos seguras de que as profissionais femininas estão se inspirando com nossas histórias para se dedicarem e crescerem ainda mais. Estamos seguras de que a AMMS tem feito a diferença em nosso mercado. 



4. De que forma a AMMS contribui para que as mulheres do mercado de seguros atinjam seus potenciais e alavanquem suas carreiras?
 

R:AMMS tem a missão de desenvolver a mulher profissional de seguros e difundir conhecimento, empoderamento e networking das mulheres. Para isso, promovemos treinamentos que englobam temas relevantes do cotidianoaspectos comportamentais e assuntos técnicos. Com isso, notamos um aumento da autoconfiança. 



5. Cite uma iniciativa 
recentemente empreendida pela AMMS que te dá orgulho. 


R:
A forma coma a AMMS se reinventou ao longo do ano de 2020 fez com que não deixássemos de 
estar presente entregando as nossas promessas e todo o conteúdo proposto. Mesmo com todas as dificuldades, entregamos um programa de mentoria e uma premiação realizada todo ano que está trazendo as empresas para a causa e já está se tornando tradicional. E não poderia deixar de mencionar que 2021 é um ano cheio de novidades e iniciativas ainda mais interessantes. 



6. Na sua avaliação, quais os principais entraves que ainda impedem que as mulheres alcancem a igualdade nos Seguros e no mercado de trabalho como um todo?
 


R:
 As 
mulheres têm mais dificuldade em se expor e se candidatar a novas oportunidades. Mesmo sendo muito qualificadas, elas esperam que o reconhecimento venha naturalmente. Além disso, enfrentam barreiras invisíveis e gap salarial. Nesse sentido, as mulheres precisam ter mais visibilidade e autoconfiança para romper as barreiras dentro do comando das empresas. 



7. Qual o tipo 
de liderança que te inspira?
 

R: A liderança que inspira é movidpor paixão e propósito, possui escuta ativa e envolve seus liderados no mesmo propósito. A liderança admirável é aquela que traz o time todo para dentro dos processos, tornando cada um igualmente importante, sem discriminações. A diversidade traz muitas vantagens para uma organização e certamente é o que torna uma empresa mais sustentável. 

O líder do futuro precisa de investir muito em autoconhecimento como uma das suas principais habilidades e ser capaz de inspirar as pessoas para que os projetos da organização sejam exitosos. O amanhã está , é agora, onde o convencional precisa ser revisto. 

 

8. Nesse Mês da Mulher, que mensagem você gostaria de deixar às profissionais femininas que estão na luta por reconhecimento, igualdade, respeito e crescimento profissional? 


R:
A minha mensagem é sempre de 
empoderamento. As mulheres precisam investir em sua autoconfiança e em sua marca pessoal. Sejam fortes o suficiente para tomar a liderança das suas vidas. Não esperem por ninguém, não esperem reconhecimento. Saiam em busca dos seus sonhos, se dediquem e não parem, por maior que seja o medo ou a insegurança. Só assim será possível tornarem-se protagonistas de suas próprias carreiras 

 

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