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SÍNDROME DE BURNOUT: O QUE VOCÊ PRECISA SABER

06.07.2022
SÍNDROME DE BURNOUT: O QUE VOCÊ PRECISA SABER
Dores de cabeça, insônia, dificuldades para se concentrar… Muitas vezes são confundidas com o cansaço rotineiro de uma semana difícil, mas exatamente nesse momento que a sua saúde pode estar dando sinais alarmantes do início da síndrome de burnout

Poucos são aqueles que ainda não ouviram falar nessa condição que cada vez tem se tornado mais comum. 

O tema diz respeito a todos, e saber identificar até onde o seu estresse no trabalho pode afetar a sua vida e daqueles ao seu redor, é importantíssimo para que novas práticas sejam inseridas na realidade do mercado de trabalho. Acompanhe esse artigo para estar por dentro tanto do escopo clínico quanto os dados recentes envolvendo o burnout. 

O que é a síndrome de burnout? 


Trata-se de um esgotamento anormal que afeta o corpo e acaba com a saúde e a produtividade de qualquer pessoa. Tal síndrome passou, inclusive, a ser considerada doença ocupacional em janeiro deste ano, após a sua inclusão na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Os principais sintomas envolvem: 

  • Perda de interesse no trabalho; 
  • Cansaço físico e mental; 
  • Ansiedade; 
  • Depressão; 
  • Irritabilidade; 
  • Insônia; 
  • Dificuldade de concentração; 
  • Enxaqueca; 
  • Palpitação. 
A primeira aparição de um estudo sobre o burnout foi feita em 1974, pelo alemão-americano Herbert J. Freudenberger. Ele cunhou a expressão "síndrome de burnout”, baseado na expressão em inglês "to burn out”, que significa queimar-se por completo, ou se esgotar. 

A síndrome foi descrita como um estado de esgotamento físico e mental causado por exaustão, desilusão e excessivo gasto de energia e recursos. Anos depois, Freudenberger adicionou em sua definição os conceitos de fadiga, depressão, irritabilidade, aborrecimento, sobrecarga de trabalho, rigidez e inflexibilidade. 




Índices de burnout pelo país 


A síndrome ganhou ainda mais notoriedade nos últimos dois anos, não só no Brasil, mas no mundo todo. Diante da pandemia, o número de afetados entre os profissionais da saúde se destacou. De acordo com pesquisa disponibilizada pelo G1, 79% dos médicos apresentam sintomas relacionados à síndrome, seguidos por 74% dos enfermeiros e 64% dos técnicos de enfermagem. 

No entanto, outros setores também foram duramente atingidos, como a educação, economia e empresarial. Segundo a ISMA-BR, International Stress Management Association, o Brasil é o segundo país com maior número de trabalhadores afetados. 

Tudo isso se torna particularmente preocupante se somado ao fato de que, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com ansiedade, além de ocupar o quinto lugar no ranking de pessoas com depressão. 

Mudanças para o trabalhador em 2022 


Segundo especialistas, os trabalhadores que forem diagnosticados com síndrome de burnout têm direito ao afastamento por licença médica, estabilidade e, em casos mais graves, à aposentadoria por invalidez. 

De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, para efeito de registro dos benefícios por incapacidade junto à Previdência, será necessário atualizar normativos internos e sistemas para fazer as atualizações da CID-11, e essa mudança deve ocorrer com o tempo. 

A advogada Cíntia Fernandes, especialista em direito do trabalho e sócia do Mauro Menezes & Advogados, explica que o trabalhador com síndrome de burnout terá direito a licença médica remunerada pelo empregador por um período de até 15 dias de afastamento. 

Tratando-se de afastamento superior a 15 dias, o empregado terá direito ao benefício previdenciário pago pelo INSS, denominado auxílio-doença acidentário, que prevê a estabilidade provisória. 

Nos casos mais graves de incapacidade total para o trabalho, o empregado terá direito à aposentadoria por invalidez, mas é preciso passar pela perícia médica do INSS

Como prevenir o burnout 


Quando falamos de saúde física e mental na empresa, o primeiro passo é observar o ambiente de trabalho. Essa responsabilidade muitas vezes fica com o departamento de Recursos Humanos, ainda que líderes e gestores devam agir diretamente na questão. 

Zelar por um bom clima organizacional é fundamental para estimular o trabalho em equipe e o bem-estar geral. Além disso, monitorar o desempenho e a motivação de cada colaborador, dando feedbacks claros e respeitosos, fazem a diferença. 

Outro ponto que merece destaque é o investimento na gestão de saúde mental, aqui podemos citar benefícios corporativos como auxílio terapia e plano de saúde. 

De acordo com a pesquisa da consultoria de benefícios Mercer Marsh, citada pela Exame, 30% das empresas brasileiras ouvidas planejavam implantar iniciativas na área de saúde mental para os funcionários em 2020, e 46% afirmaram já ter alguma medida em vigor. 

O investimento pode ser desde uma simples massagem até psicólogos e linhas de suporte para saúde mental, passando por meditação e coaching. E claro: cuidados com a saúde física também são importantes, como estímulo a atividades esportivas e hábitos alimentares balanceados. 

Quem cuida da sua equipe, também cuida do seu negócio! 

Sabendo da importância de manter a saúde no ambiente empresarial e a saúde dos seus colaboradores, a MDS Brasil conta com uma equipe de Gestão de Saúde pronta para atender às suas necessidades. 

O nosso programa de medicina ocupacional com excelente gestão de saúde, baseada em organização, planejamento, implementação e avaliação. 

Dessa forma, o atendimento é personalizado e os cuidados são sob medida em todas as etapas. Nossa metodologia é pautada em indicadores, o que significa que a consultoria é adequada à legislação e feita com responsabilidade. 

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